12 de jul. de 2009

Alimentos Afrodisíacos

Estamos nos aproximando da data mais romântica do ano: o Dia dos Namoradoss

Para celebrar a data, nada mais conveniente do que falar sobre alimentos afrodisíacos. Será que eles realmente existem? Seus efeitos são comprovados? Que alimentos escolher para preparar para o parceiro (a) nesta data?
A palavra afrodisíaco vem de Afrodite, a deusa do amor, da beleza e possuidora de um forte poder sedutor.
Desde então muitas pessoas começaram a considerar alimentos, bebidas e até alguns medicamentos como afrodisíacos, ou estimulantes sexuais, desde que ligados à deusa ou que se assemelhassem à partes genitais do corpo humano.

Mas será que existem realmente alimentos que tenham o poder de despertar estímulos sexuais? Na realidade, não existe nenhuma comprovação científica a respeito desta teoria.
O que se sabe somente é que alguns alimentos possuem nutrientes que desempenham papéis no bom desempenho sexual ou que devido ao seu aroma possam despertar o poder da imaginação.
No entanto, como não há nada a se perder, talvez consumir alguns alimentos e fazer um bom uso da sua imaginação, possa ter como resultado um bom desempenho sexual neste dia tão especial.
Veja alguns alimentos tradicionalmente considerados como afrodisíacos:
Frutos do mar: principalmente as ostras, que são ricas em zinco, mineral que contribui para a formação de testosterona, hormônio masculino.
Chocolate: possui propriedades estimulantes, liberando endorfina, que propicia uma sensação de bem estar.

Ovo de codorna: possui grande valor energético, além de ferro, vitamina B1, B2 e cálcio, porém não há nenhuma propriedade que possa estimular o desempenho sexual.
Amendoim: Por ser rico em vitamina B3, contribui para vasodilatação sanguìnea, aumentando a libido.
Pimenta, pimentões, curry e outros alimentos picantes: foram vistos como afrodisíacos porque seus efeitos fisiológicos – freqüência cardíaca elevada e sudorese -- são similares às reações físicas experimentadas durante o sexo.
Outros alimentos como catuaba, cacau e ginseng possuem uma substância chamada feniletilamina que é responsável pela sensação de prazer.
Ao mesmo tempo em que podemos consumir alimentos que apimentem esta grande noite, outros alimentos devem ser evitados para que não prejudiquem sua noite.
Alimentos que possuem gordura saturada: como frituras, doces e carnes gordas que favorecem a presença de placas de gorduras, que impedem a circulação sanguínea, além de possuírem uma digestão mais lenta.
Bebida alcoólica: Se consumida com moderação, poderá despertar a libido, porém se consumida em excesso, pode causar impotência.

Alho e Cebola: Procure evitar consumir estes temperos nesta noite, pois devido ao seu sabor acentuado, poderá causar mal hálito.

Hortaliças crucíferas e algumas leguminosas: repolho, brócolis, couve-flor, feijão, entre outros podem provocar gases, devido ao seu poder de fermentação.
O mais importante para que um prato se torne afrodisíaco, é que tenha uma boa aparência, aroma fascinante e sabor agradável, estimulando os cinco sentidos para que a sua imaginação crie um clima todo especial.
Se alimentando adequadamente, você estará consumindo todos os nutrientes importantes não só para um bom desempenho sexual, mas para uma vida saudável, podendo desfrutar de todos os prazeres da vida.
Coluna assinada por:
Roberta dos Santos Silva
Nutricionista-chefe do programa Cyber Diet, formada pela Universidade Católica de Santos
CRN-3 14.113

CafeÍna: somente o excesso É prejudicial.

Muito já se falou sobre a cafeína e seus efeitos no organismo humano: acelera o metabolismo, tira o sono, faz bem para o coração, “rouba” o cálcio dos ossos, entre outras coisas. Mas qual é realmente o efeito que a cafeína exerce no nosso corpo e quais as vantagens e desvantagens do seu consumo?

Suspeita-se que a cafeína seja utilizada desde o período paleolítico. Relatos mais confiáveis sugerem que ela tem sido consumida há milênios. Os chineses já a consumiam no século IV a.c.A cafeína, um composto químico que pertence ao grupo das xantinas, é encontrada em mais de 60 tipos de plantas, apresenta-se sob a forma de um pó branco, é extremamente solúvel em água quente, não tem cheiro e o seu sabor é amargo. Dentro do grupo das xantinas, a cafeína é a que mais atua sobre o sistema nervoso central.

As principais plantas que contém o princípio ativo cafeína são: o chá mate (as folhas e talos), a cola (utilizada em alguns refrigerantes), o café (as sementes), o guaraná (os frutos) e o cacau (os frutos).

Entre os alimentos, os que mais contém cafeína são: café, chá, alguns refrigerantes e o chocolate. Além dos alimentos, alguns medicamentos também contém cafeína como os antigripais, por exemplo.

Dos alimentos que contém cafeína, é no café que encontramos a substância em maior quantidade. Uma xícara média de café contém, aproximadamente, 100 miligramas de cafeína. Já uma xícara de chá ou um copo de certos refrigerantes contém, em média, 40 miligramas.

Por exercer ação estimulante no sistema nervoso central, se consumida em grande quantidade, a cafeína pode causar irritabilidade, ansiedade, inquietação e insônia. Por isso, o mito de que tomar café a noite tira o sono e que acelera o metabolismo.


A cafeína, no cérebro, atua sobre os receptores do hormônio adenosina, exercendo ação inibidora sobre esse hormônio, impede que ele aja como redutor da pressão sanguínea, da frequência cardíaca e da temperatura corporal, fatores responsáveis pela sensação de sono.
Além desses efeitos, a cafeína, consumida moderadamente, apresenta ação antioxidante, atua no combate aos radicais livres e, consequentemente, diminui os riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Com relação à absorção do cálcio, dados reunidos em uma pesquisa indicam que a cafeína não é prejudicial ao metabolismo ósseo desde que a pessoa consuma uma necessidade adequada de cálcio na dieta.

Estudos com relação ao consumo de cafeína e o desenvolvimento de osteoporose ainda são contraditórios, pois o desenvolvimento da doença não depende somente do metabolismo do cálcio. Outros nutrientes estão envolvidos como: manganês, magnésio, vitamina D, boro, e também fatores como: idade, sexo, raça, atividade física, consumo de álcool, uso de medicamentos e fumo.

Mas se a pessoa não consumir cafeína em excesso e sua alimentação contemplar as necessidades de cálcio e outros nutrientes, o consumo de cafeína não será um fator determinante para o desenvolvimento de osteoporose.Um estudo¹ sobre os efeitos da cafeína na saúde humana indicou que seu consumo moderado (máximo de 4,6 mg/kg de peso), por adultos saudáveis em idade reprodutiva, não está associado a efeitos adversos. De forma geral, para aqueles que apreciam as bebidas à base de cafeína, procure não ultrapassar a quantidade de até três xícaras (chá) por dia.

Sendo assim, não precisa cortar o cafezinho de todo dia, o chocolate consumido esporadicamente e os chazinhos das noites frias. Não ultrapasse a quantidade adequada por dia, que sua saúde e bem-estar não serão prejudicados.


Referência:
1. De Maria, Carlos A. B.; Moreira, Ricardo F. A.
Cafeína: revisão sobre métodos de análise.
Química Nova, 2007, vol.30, n. 1, ISSN 0100-4042.

A verdade sobre os Esteróides Anabolizantes

A crescente utilização das drogas anabolizantes contribui para uma má compreensão do aumento de volume muscular induzido pelo exercício.

Não existem dúvidas de que estas drogas favorecem a hipertrofia, no entanto, muitas pessoas acreditam que o aumento deste volume muscular fica muito difícil de ocorrer sem o uso destas drogas, o que não é correto.
Mas enfim, o que são estes famosos anabolizantes?
Os famosos anabolizantes são drogas relacionadas ao hormônio masculino testosterona produzido pelos testículos. A testosterona é um hormônio natural produzido pelo homem e pela mulher em menor quantidade. A produção e secreção no homem é em média 40 vezes maior do que na mulher.


Este hormônio produz muitos efeitos no organismo, que podem ser divididos em anabólicos e androgênicos. Os efeitos anabólicos são: aumento de massa muscular, melhora da força e resistência das contrações musculares, melhora da transmissão do impulso nervoso, aumento do conteúdo de substratos energéticos na fibra muscular, estímulo ao crescimento da estatura de pré-púberes e melhora da capacidade de recuperação.


Os efeitos androgênicos são relacionados à maturação sexual. No homem desenvolve as características sexuais masculinas como engrossamento da voz, crescimento dos pêlos, desenvolvimento do pênis e testículos e produção de espermatozóides.
Os esteróides anabolizantes são usados clinicamente em casos de câncer, aids, doenças neuromusculares, anemia, osteoporose entre outras doenças. Mas muitas pessoas usam os anabolizantes sem sequer saber a procedência da droga, o grau de pureza ou contaminação da droga, os benefícios, os prejuízos, as doses, etc...
Estas drogas podem ser tomadas na forma de comprimidos ou injeções e seu uso ilícito pode levar o usuário a utilizar centenas de doses a mais do que aquela recomendada pelo médico. As doses ingeridas chegam a ser até 100.000 vezes maiores do que as doses produzidas pelo corpo.
Os principais esteróides anabolizantes são: oximetolona, metandriol, donazol, fluoximetil testosterona, mesterolona, metil testosterona. Os mais utilizados no Brasil são a testosterona e nandrolona.Várias pessoas ao começarem a usar os anabolizantes, seguem a orientação até de usuários, ex-usuários, professores de educação física desinformados, sem conhecimento técnico científico, podendo ter sérios problemas e efeitos colaterais como sobrecarga no fígado (desde hepatite até câncer de fígado), retenção de água (inchaços e pressão alta), diminuição da produção da testosterona natural (esterilidade e até atrofia dos testículos), dificuldade ou dor para urinar e aumento da próstata no homem e queda de cabelo, hipertrofia do clitóris, crescimento de barba, masculinização da mulher e até risco de morte.
O abuso de anabolizantes pode causar ainda uma variação de humor incluindo agressividade e raiva incontroláveis que podem levar a episódios violentos. Esses efeitos são associados ao número de doses semanais utilizadas pelos usuários.
Um atleta de musculação de alto nível, por exemplo, faz um treino rigoroso e também uma dieta disciplinada, além de contar com o fator genético. É preciso ter em mente que as drogas não fazem campeões.Vários atletas aumentam muito a massa muscular sem o uso de drogas.
O treinamento correto, com a alimentação e o descanso adequados, darão excelentes resultados para a maioria das pessoas. Quando alguém não conseguir este resultado satisfatório com estes estímulos naturais, dificilmente terá excelentes resultados com o uso de anabolizantes.


Matéria assinada por:
Valéria Alvin Igayara de Souza
CREF 7075/ GSP – Especialista em treinamento.

2 de jul. de 2009

Você sabia?


Quando se fala em adoçantes, um dos questionamentos comuns é se eles realmente são uma boa para a saúde. Depois entram os questionamentos verdade ou mentira? sobre os mitos criados ao redor do produto. Inicialmente desenvolvidos para diabéticos, os adoçantes tornaram-se, posteriormente, o item número 1 do kit dieta para quem não quer ingerir calorias a mais na alimentação. Quem deseja perder peso ou manter a forma, e evita grandes vilões do regime como açúcares, acaba por substituí-los pelas versões líquida ou em pó. No mercado, a variedade é grande. O que, às vezes, pode deixar o consumidor em dúvida quanto às vantagens e mitos sobre o produto.
Para entender melhor, o DMRevista mostra as diferenças básicas entre os vários tipos de adoçantes.
Quem pensa que adoçante é tudo igual está enganado. Para começar, o doce do produto é derivado de uma substância chamada edulcorante. Existem os naturais (extraídos de plantas e frutas) e os artificiais, que são os químicos. Por ser muito doce, deve ser utilizado em pequena quantidade, o que garante a vantagem de se ingerir menos calorias.
Há também diferença na composição (pode ser apenas um ou vários edulcorantes em um mesmo adoçante) e quanto à forma como são comercializados (líquido ou em pó). De acordo com a farmacêutica especialista em adoçantes Helena Menegueti Hizo, o mais correto é ler o rótulo para saber que tipo de produto se está adquirindo. A leitura torna-se mais importante do que saber se o produto é calórico ou não, pois há muitas misturas na composição, fazendo com que o adoçante se descaracterize.

Propaganda
A idéia de que eles realmente são necessários para se ter qualidade de vida foi reforçada com a presença de astros nas campanhas publicitárias. É como se estar magro tivesse ligação direta com o uso de adoçante na alimentação. A competição entre os fabricantes faz com que chegue ao mercado uma maior variedade de produtos.
Há nas prateleiras dos supermercados e farmácias um gama de adoçantes: Ciclamato/Sacarina (Dietil, Sucaryl, Adocyl, Assugrin e Doce Menor), aspartame (Finn, Zerocal, Gold, Aspasweet, Linea, Cristaldiet) , Sucralose (Splenda), Acesulfame e Estévia, os dois primeiros são os mais consumidos.
Entretanto, só o uso do adoçante não é suficiente para se ter uma vida saudável. A regra básica é manter uma dieta alimentar equilibrada, aliada à prática esportiva regular.
Portanto, não se deve consumir adoçante indiscriminadamente , pois ele não é indicado para todos. Segundo Helena, os hipertensos e pessoas que sofrem de insuficiência renal devem usar com moderação os adoçantes derivados de ciclamato e sacarina de sódio. Ambos contêm sal e podem contribuir para o aumento da pressão arterial.

CUIDADOS
Tamanha é a preocupação que recentemente a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a redução da quantidade máxima de uso dessas substâncias em alimentos e bebidas diet e light. O motivo da restrição deve-se à elevada presença de sódio nos dois edulcorantes.
De acordo com a Anvisa, o sódio é inserido nas fórmulas desses adoçantes para realçar o sabor dos alimentos. Com isso, o consumo em grande quantidade pode ser prejudicial à saúde.
As grávidas devem evitar adoçantes que contenham aspartame. Helena explica que, apesar de ser um adoçante artificial não-calórico, é contra-indicado a portadoras de fenilcetonúria (incapacidade do organismo de metabolizar a fenilalanina) , uma anomalia rara que pode provocar retardamento mental do bebê.
A farmacêutica também aconselha cuidados ao ingerir adoçantes com sucralose, o obtido a partir da cloração da sacarina, pois na composição há adição de três moléculas de cloro. Apesar de muito se discutir acerca dos danos que o efeito residual do cloro possa causar ao organismo, nenhum estudo conseguiu comprovar a segurança da sucralose.
Para crianças e idosos, a dica é procurar um médico, para fazer avaliação, antes de pingar gotas de adoçante na alimentação.

Aspartame
Um dos mais apreciados pelo consumidor, devido ao seu sabor bastante parecido com o açúcar, sem apresentar residual amargo. É um adoçante não-calórico artificial, que perde a doçura quando submetido a altas temperaturas. Por isso, sugere-se que seja utilizado em alimentos e líquidos após a retirada do fogo. É contra-indicado para os portadores de fenilcetonúria (incapacidade do organismo de metabolizar a fenilalanina) , uma anomalia rara que geralmente é diagnosticada no nascimento (teste do pezinho). Pelo mesmo motivo, também se desaconselha o uso por grávidas.

Sacarina/ciclamato
A sacarina é o adoçante mais antigo que existe. Combinada com o ciclamato de sódio, é um dos mais consumidos.
Ambas as substâncias são extraídas de derivados do petróleo, o ácido sulfanoilbenzóico e ácido ciclo hexano sulfâmico, respectivamente. A sacarina apresenta um poder adoçante de 200 a 700 vezes maior que a sacarose, enquanto o ciclamato, em 30 vezes. Sozinha, em altas concentrações, tem gosto residual amargo e metálico, além de ter absorção lenta, que não é metabolizada, mas excretada pelo rim. A sacarina pode ser usada em preparações quentes e o ciclamato deve ser evitado por hipertensos.

Steviosideo
Adoçante natural extraído da planta stévia, vegetação originária da Serra do Amambaí, que fica na fronteira do Brasil com o Paraguai. Muito consumido no mundo oriental, principalmente no Japão, o poder adoçante do Steviosideo é cerca de 200 a 300 vezes maior que o da sacarose (açúcar normal), sendo o único adoçante de origem vegetal produzido em escala industrial. É totalmente atóxico e seguro ao organismo, mas seu uso é pequeno devido ao sabor residual amargo que possui.

Sucralose
Adoçante sintético obtido a partir da cloração da sacarina. Apresenta um poder adoçante 600 vezes superior ao açúcar, resistindo muito bem às altas temperaturas, não possuindo sabor residual amargo. Seus efeitos não são plenamente conhecidos no organismo, embora se saiba que é uma substância atóxica à reprodução e ao crescimento de crianças. Não há parecer dos órgãos competentes sobre a segurança do consumo.

VÁ COM CALMA!
Use o adoçante com moderação na hora de substituir o açúcar
Consuma apenas adoçantes autorizados pela legislação. Se possível, utilize-os combinados, já que, assim, eles possuem maior doçura e por isso reduz-se a quantidade de uso.
Não use aspartame em alimentos quentes (destrói a doçura e realmente forma um composto tóxico).
Mulheres grávidas devem evitar adoçantes que contenham aspartame, pois este pode prejudicar o desenvolvimento dos bebês.
Para crianças e idosos, aconselha-se a consultar um médico antes de se fazer uso de adoçantes.
Evite ingerir mais de uma lata de refrigerante diet por dia.
Leia os rótulos: é fundamental saber o que se está consumindo para não cometer erros.
Lembre-se de que tudo em excesso faz mal à saúde. Os adoçantes também não fogem a esta regra.