29 de abr. de 2007

Gigahertz

Gigahertz não é mais importante!

Gigahertz, explicando em termos mais simples, é a unidade de medida da velocidade de um processador. A Lei de Moore previa que a cada 18 meses a velocidade dos processadores dobraria.
Essas atualizações constantes fizeram com que a maioria das pessoas passasse a se preocupar apenas com a velocidade (quantidade de Megahertz e posteriormente Gigahertz) dos processadores.
O processador é o componente principal do computador, lá dentro os cálculos são processados, os dados enviadas ao processados são transformadas em outras informações mais elaboradas, porém se os dados não chegam rapidamente ao processador ou se depois de computados eles enfrentam um gargalo para chegar a outros componentes da máquina então a performance fica seriamente comprometida.
É como se uma empresa produzisse seus produtos numa velocidade maior do que o departamento de entregas conseguisse transportar, ou uma grande fábrica parada porque não tem material em estoque para produzir.
O processador é a fábrica, se a matéria prima (dados) não chegam na velocidade adequada ela nada pode fazer, ou se ela produz mais rápido do que consegue entregar, de nada adianta, os clientes (usuários) ficarão insatisfeitos da mesma maneira.
Hoje muitos outros fatores influenciam na boa performance do computador, com a popularização do uso para música e vídeo o espaço em disco tem sido um ponto muito importante a definir na escolha do micro ideal.
Se o micro é para games então a memória da placa de vídeo e o processador de vídeo fazem mais diferença às vezes do que um processador mais caro. A quantidade de memória, que é comum confundirem com o espaço em disco, é um aspecto técnico que influencia a maioria dos programas, seja para uso corporativo ou para fins de entretenimento.
Com o passar do tempo os processadores evoluíram, ao invés de fazer as mesmas coisas de forma cada vez mais rápida passaram a executar as tarefas de forma diferente, antes cálculos que precisavam de diversos ciclos para serem resolvidos passaram a ser solucionados com poucas instruções, atrasos no recebimento da informação foram solucionados com caches (espécie de estoque de reserva de informação para o processador não ter que pedir alguns dados repetidas vezes).

14 de abr. de 2007

Vida Em três Séculos!!!

Maria Olivia, de 127 anos, o ser humano mais velho do mundo, resiste à fome e ao tempo no interior do Paraná.
Por Bruno Moreschi.


Quem é o ser humano mais velho do mundo?
Até o início de janeiro passado, a resposta seria: Sarhad Rashidova, nascido no Daguestão, república russa no norte do Cáucaso. Tinha 131 anos. Sarhad morreu e o posto, até manifestações em contrário, é ocupado agora por uma brasileira. Escondida em uma casa de madeira, no distrito de Içara, ligado à cidade de Astorga, interior do Paraná, a 420 quilômetros de Curitiba, vive Maria Olívia da Silva. Ela tem 127 anos, comprovados na certidão de nascimento, e luta contra os efeitos do tempo. Maria não está nem aí se irá ou não constar do Guinness Book, o livro dos recordes, cujos técnicos iniciaram a verificação para comprovar se ela é mesmo a mais velha. A preocupação vital, no momento, é arrumar uma maneira de segurar a pouca comida que engole no debilitado estômago.
A longevidade de Maria impressiona pelas condições de vida precárias ao longo de quase 13 décadas. Nascida em 28 de fevereiro de 1880, segundo o documento de número 94064864 no registro geral mantido pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná, Maria teve, e ainda tem, uma existência de privações. Físicas e morais. A atual certidão de nascimento, feita em 1976, está no cartório de Porecatu, livro A2, folha 5, número 272. Foram testemunhas o policial Helio Garcia e o agricultor Anésio Cogo, hoje com 67 anos. Cogo conhece Maria há muitos anos e foi chamado a confirmar a data de nascimento quando refizeram o documento. A primeira certidão sumiu após uma inundação de 1973 que atingiu o cartório de Itapetininga. Corria o ano de 1892, quando Maria decidiu, aos 12 anos, fugir da casa da família em Itapetininga, a 170 quilômetros de São Paulo.
O pai, sitiante violento, tinha o costume de surrar a filha. Em 8 de março daquele ano, o senhor João Camargo exagerou. Bateu no rosto de Maria com tição de lenha ao descobrir que ela havia transado com um homem mais velho no meio do cafezal. Grávida, a menina decidiu ganhar o mundo. Dois anos depois de fugir da casa do pai, casou com um servente de obra. Ainda vivia em Itapetininga. O relacionamento acabou com uma carta de despedida que explicava que ele fugira, pois não era bicho para viver preso. Não passou muito tempo e Maria também foi embora. A sogra, proprietária da casa em que vivia, a expulsou dizendo que não queria nunca mais ver a mulher responsável pelo desaparecimento do filho. Quando se foi, estava grávida, como um terço das mães adolescentes que, após dois ou três anos, voltam a engravidar. Do interior de São Paulo ao Paraná, Maria passou o resto da vida a vender vassouras que ela mesma produzia.
No Paraná, casou-se novamente. O segundo marido, que Maria não consegue mais dizer o nome, a espancava brutalmente tanto quanto o pai. Quando não tinha motivo para bater, falava que o soco era garantia de punição para o próximo erro. Ele a engravidou três vezes. Um dos filhos nasceu prematuro quando a bolsa estourou no meio do espancamento. O marido morreu de cirrose. Sobrou a aliança de latão no dedo de Maria e a certeza de que nunca mais se casaria.Apesar das agruras, Maria teimou e não só sobreviveu. Foi além dos padrões da época. Atravessou o século XX e entrou no XXI. Por causa da caridade de um pastor, do filho adotivo e das assistentes sociais da prefeitura de Astorga, pode-se dizer que a vida hoje não é tão miserável quanto antes. Em 28 de fevereiro, os vizinhos celebraram o aniversário de 127 anos. Teve salgadinho e o bolo foi cortado com dificuldade pela própria aniversariante. O presente veio depois, quando a prefeitura dedetizou a região e liquidou as moscas que a perturbavam. Ela reclamava bastante dos mosquitos.
Para chegar à casa de Maria, basta virar à direita depois da cruz branca na entrada do vilarejo e perguntar para o primeiro homem sentado no bar do seu Geraldo. “Não tem erro. É uma casa velha, logo ali.” A porta está aberta. Maria Olívia da Silva é do tamanho de uma vassoura de palha das que fabricava para sobreviver. Passa o dia sentada em uma cadeira de fios azuis de plástico e segura uma fronha de bebê. Antes, o pano servia para enxotar as moscas. Hoje, utiliza-o para cuspir, já que, se engolir saliva, engasga. Se o corpo de Maria quase não se move, o mesmo não se pode dizer dos olhos. De um lado ao outro, enterrados no rosto carcomido, atentos ao que ocorre ao redor. Quando aparece visita, ela diz: “Você me desculpa pela blusa rasgada...” Diz, não. Resmunga.
A língua não tem força para ascender ao céu da boca. Sem a pronúncia do “da” e do “ta”, suas histórias ficam sempre mal contadas. A boca não cerra mais. Se cada frase não for seguida de cinco segundos de descanso, a garganta se fecha e o ar acaba. Quando perguntam se tem noção de que é a pessoa mais velha do mundo, fica aérea. Depois, acha graça. Conclui que merece estar viva mesmo, já que não foi nada fácil agüentar tudo o que passou.
A velhice recorde foi descoberta em 2004 pelo Radialista Aparecido Marcos, locutor da Rádio Astorga. Ele ouviu sobre a existência de uma mulher muito idosa na região e foi conferir. Olhou a carteira de identidade da velhinha, checou no livro Guinness e se deparou com o maior furo jornalístico de sua vida. Aparecido morreu de infarto em agosto de 2006. O pessoal do distrito de Içara conta que, há três anos, um repórter estrangeiro a entrevistou. Maria queria contar sua história sofrida. Mas o repórter insistia para ela revelar o segredo da longevidade.“Sei não”, dizia.O jornalista insistiu tanto que ela falou a primeira coisa que veio à cabeça. Disse que o segredo era a banana que comia todos os dias. E assim ficou: Maria venceu um século de vida, por causa dos efeitos benéficos da banana brasileira.
Edna Pereira dos Santos, que cuida de Maria, ri quando conta a história. Ela ganha 5 reais por dia da prefeitura pelo trabalho, mas nunca sobra dinheiro para trocar o piso da própria casa. Os azulejos não são tão brancos como antes. A missão de Edna é impedir Maria de tropeçar, como aconteceu há quatro meses. O chinelo dobrou, ela bateu a clavícula no chão, quase morreu. “E pode acontecer de novo a qualquer momento. Com exceção do filho adotivo e de mim, ninguém dá bola para ela. Até o pessoal da igreja que construiu essa casinha melhor foi embora”, conta Edna. O pastor aparece uma vez por semana para oferecer a eucaristia. Mas, tão logo ela engole, regurgita o pedaço de pão e o suco concentrado de uva. Nada pára no estômago de Maria. Por isso, ela seca a cada dia. No almoço, come duas colheres de sopa de arroz, um pedacinho de frango e meia banana. Antes da 1 da tarde, vomita. No lanche da tarde, bolacha e café. Vomita de novo. À noite, a outra metade da banana, que não dura uma hora no estômago. Faz questão de ressaltar que não vomita por desdém. Para curar uma úlcera no estômago, Maria toma um remédio com o composto ativo Omeprazol. Aliado a outro comprimido, à base de Glibenclamida, para diabetes, a sensação de vazio no estômago aumenta e ela se torna vítima de uma fome que não consegue jamais saciar. O desejo e a necessidade física de comer transformam os dias e as noites de Maria em pesadelo. Ninguém sabe dizer se os gemidos são de fome ou de dor. Além do apoio espiritual do pastor, as assistentes sociais da prefeitura de Astorga, cidade vizinha de Içara, a visitam pelo menos uma vez por mês. Suzie Pucillo, a líder do grupo, conta que Maria está completamente lúcida, apesar da dificuldade de falar e ouvir. “Bem melhor do que muito rapazinho de 80 anos por aí”, brinca.
A filha “rica” mora em Maringá, a maior cidade da região, com 300 mil habitantes. A última visita ocorreu há quatro anos e não durou mais do que dez minutos. Dos 14 filhos, sobrou apenas o adotivo por perto. Aparecido da Silva sobrevive com os trocados que ganha ao consertar guarda-chuvas e sombrinhas. Segundo ele, os cinco filhos vivos esqueceram Maria. Até 2000, ainda apareciam esporadicamente. “Eles entram por essa porta e logo estão saindo. Parece que têm medo da velha”, conta Silva, enquanto manuseia cartelas do jogo do bicho, outro bico que contribui para o sustento. Silva não abandonou a mãe adotiva, mas reclama da convivência. Diz que Maria é sistemática, quer ser independente e, quando não consegue fazer as coisas por conta própria, dá bronca no primeiro que vê. Ela faz questão de ir sozinha ao banheiro. Passo a passo, atravessa a cozinha, a sala e entra no banheiro. Quando termina, pega a vareta ao lado do vaso sanitário para puxar a descarga. Se alguém entrar antes, ameaça bater com o pedaço de pau.
A passos lentos, Maria teima. Antes dizia que não morria porque precisava cuidar dos filhos. Depois, porque não iria morrer na velha casa de madeira. Mudou de lar, mas prometeu persistir até resolver um problema com o INSS, que suspendeu sua aposentadoria por achar que falecera. Até recentemente, a luta era contra as moscas. Mas agora, vencidos os insetos, está agoniada. Precisa de um novo motivo para continuar.

Vale a pena viver muito?
Apesar dos avanços da medicina, o tempo acelera os riscos à saúde
Por Riad Younes
A procura da vida longa sempre foi o foco do ser humano. A expectativa média de vida em São Paulo ultrapassa 70 anos, acima da nacional. É uma vitória da saúde pública mundial. Mas envelhecer tem um preço. E muito alto. Exemplos não faltam. Comparando pessoas com idade acima de 70 anos com as mais “jovens”, a chance de morrer de derrame cerebral é 15 vezes maior. As chances de desenvolver câncer também aumentam muito. O risco de ter câncer salta da taxa de uma pessoa em cada 24 (4%) aos 45 anos de idade, para uma em cada três (33%).Da mesma forma, o risco de doenças neurológicas graves, com grande potencial de modificar substancialmente não somente a quantidade, como a qualidade de vida do idoso, aumenta significativamente.
Estima-se que 30% a 40% das pessoas com mais de 75 anos experimentam graus importantes de perda das faculdades cognitivas, com aparecimento de quadros demenciais, como Alzheimer, ou parkinsonianos. Problemas articulares são rotineiros nos idosos, como dores e até incapacitação física para as atividades diárias. Ocorrem em mais de 60% de quem tem mais de 70 anos.Diabetes, hipertensão, perda da acuidade visual devida a cataratas ou doenças da retina também são freqüentes. Mas, de longe, a causa mais comum de doenças potencialmente fatais é a cardiovascular. Obstruções progressivas de artérias em órgãos nobres, importantes para o funcionamento normal do indivíduo, começam a afetar o equilíbrio e chegam a prejuízos graves, irreversíveis, como infartos.
A mortalidade por doenças cardiovasculares aumenta de forma quase exponencial com a idade. Para cada 100 mil indivíduos da população com menos de 85 anos, morrem anualmente 150 por doenças cardíacas. Nos com mais de 85 anos, o risco aumenta para 5 mil óbitos, ou seja, 33 vezes mais. Os custos de cuidar da saúde e do bem-estar do idoso alcançam cifras astronômicas. Pesam nos orçamentos das famílias e dos governos, principalmente com o aumento contínuo da expectativa de vida. Ao lado dos dados preocupantes aparecem outros que certamente nos deixam com esperança. A atenção dos médicos e da sociedade começou a mudar, com enfoque maior na prevenção de problemas crônicos e na manutenção de qualidade de vida adequada.
Os avanços da medicina permitem, rotineiramente, tratar com eficiência cada vez maior doenças graves, como o câncer e problema no coração, permitindo melhor sobrevida aos pacientes. Em decorrência, a mortalidade por doenças cardíacas, por exemplo, diminui sensivelmente, desde a década de 70 até hoje. O lema atual da medicina não é somente fazer a pessoa viver muito, mas viver bem. Isso se aplica totalmente aos idosos.

Fronteiras do tempo
A humanidade envelhece e a ciência não sabe dizer qual é o fim da linha
Por Paula Pacheco
Na média, a expectativa de vida no mundo tem aumentado, enquanto a taxa de natalidade faz o caminho oposto. No Japão, que encabeça a lista dos mais velhos, a expectativa de vida é de 82 anos. Na Islândia, é de 81 anos. Suíça, Austrália, Itália, Canadá e Israel dividem a terceira posição, com 80 anos. O Brasil situa-se num grande grupo intermediário, do qual fazem parte China, Argentina e Marrocos, na casa dos 70 anos.Os idosos representam 10% da população mundial, segundo o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).
Até a metade do século, a previsão é que um em cada cinco indivíduos tenha mais de 60 anos. No Brasil, prevê Alexandre Kalache, chefe do Programa Global de Envelhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2025 o número de velhos deve subir de 7% para 14%.No continente africano a realidade é outra. A população de Suazilândia não passa dos 33 anos, o pior índice do mundo. Também estão no fim da fila países como Botsuana, Lesoto, Zimbábue, Zâmbia e República Centro-Africana, onde não se chega aos 40 anos, em média. Guerras e, principalmente, a Aids são as principais influências nas estatísticas da África. Apesar de tantos olhos observando a região, não há muita escapatória.
A população migra de um canto ao outro em busca de melhores condições, mas não escapa da miséria, da fome ou do vírus HIV.Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a expectativa de vida mundial era de 46,5 anos entre 1950-1955. Na medição 1995-2000, ela subiu para 65 anos. Ainda de acordo com o levantamento do organismo internacional, a diferença entre os países mais e os menos desenvolvidos tem caído nos últimos anos.
Era de 25,2 anos na década de 50 e diminuiu para 12 anos.A vida cada vez mais longa representa um desafio para a ciência. Muito se tem discutido sobre qual será o limite para os seres humanos. A história da brasileira mais velha do mundo seria uma exceção, um ponto fora da curva, ou uma tendência? O que a ciência descobriu até agora é que se está longe do limite de crescimento da expectativa de vida.
Uma pesquisa publicada na revista norte-americana Science mostrou que desde 1840 o aumento tem sido linear. Ou seja, se não entrou em queda é porque ainda tem potencial para aumentar. A incógnita até agora traz esperança.

19 de mar. de 2007

ENTENDENDO A RESSACA !!!

Conhece a história do "bateu, levou"?
Ressaca é isso. Uma resposta do organismo a uma agressão que sofreu.
Funciona assim: o corpo gasta glicose para metabolizar o álcool. Glicose é açúcar, açúcar é energia.
Resultado: a gente fica fraco e sonolento.


1. Por que o estômago fica mais sensível?
O excesso de álcool também inflama o aparelho digestivo, provoca náuseas e vômitos, faz a cabeça doer e aumenta a sensibilidade à luz. Enfim, ressaca só não dá pereba.
2. Por que a dor de cabeça é insuportável?
O álcool desidrata o corpo, do dedão do pé ao cérebro. Da seguinte maneira: o etanol inibe a produção do hormônio antidiurético e a gente faz muito mais xixi. Engoliu saliva, pronto: é hora de ir ao banheiro. Portanto, a cabeça dói porque os neurônios sentem sede, literalmente.
3. Isso mata ou só é chato pra burro?
A menos que você queira se jogar do 7º andar, ressaca não mata. Todos os sintomas desaparecem em 24 horas. Mas alto lá, se você ficar de ressaca todo dia, também pode acabar com gastrite, pancreatite, cirrose. Aí, sim, não vai durar muito...
4. Por que a ressaca só aparece no dia seguinte?
Porque é durante o sono que o corpo do bebum trabalha para absorver todo aquele álcool que ele botou para dentro. De manhã, com o serviço feito, é hora de disparar os sintomas desagradáveis.
5. Qual a diferença entre ressaca e coma alcoólico?
A quantidade de etanol que o camarada bebeu. Até determinado ponto, ele vai sentir dor de cabeça, vomitar, se arrepender e depois fica tudo bem. Além desse ponto, a taxa de açúcar no sangue cai drasticamente; o coração pode parar de bater devido à inibição que o álcool produz nos centros nervosos do cérebro responsáveis pelos batimentos; o camarada perde a consciência. Resumindo: é encrenca da grossa.ANTES DA FARRA - A PREPARAÇÃO
6. Beber de barriga vazia é pior?
Muito pior. Ter comida na pança significa que o etanol não estará sozinho na corrida da digestão. O organismo vai dividir as energias entre as duas tarefas, e isso tornará mais lenta a entrada do álcool na corrente sanguínea.
7. Mas comer o que ? Chuchu, rabada, macarrão?
De preferência, alimentos ricos em sal e gordura. Castanha, amendoim, queijo e, para extrapolar, salaminho. "O sal e a gordura estimulam a secreção de substâncias estomacais que protegem o estômago do álcool", avisa a nutricionista Cynthia Antonaccio.
8. Tomar uma colher de azeite antes de enfiar o pé na jaca, ajuda?
Azeite também é gordura, portanto ajuda. Então pegue a sua colher de azeite, despeje-a num prato, adicione sal e mergulhe pedaços de pão na mistura. Isso mesmo, igualzinho ao que você faz com o couvert do restaurante.
9. A propaganda diz para tomar um Engov antes e outro depois. Não pode ser dois depois?
Até pode. Um ou dois antes é que não adianta nada. Ainda não inventaram remédio que previne contra a ressaca. Tudo o que existe apenas dribla os sintomas. O Engov tem hidróxido de alumínio, que alivia os males digestivos; tem AAS, que é um analgésico; e tem cafeína, que contrai os vasos sanguíneos dilatados pelo álcool e, assim, diminui o mal-estar.
10. Me disseram que a ressaca de vinho é a pior de todas. Confere?
Não. As bebidas com teor alcoólico mais alto, os destilados (uísque, gim, vodca, rum, cachaça), é que provocam maior estrago. Elas são absorvidas mais rapidamente pelo corpo. Por dedução lógica, os fermentados (vinho, cerveja) fazem menos mal, certo? Mas cuidado: tudo gira em torno da quantidade. Uma dose de uísque faz menos mal que uma dúzia de cervejas.

18 de mar. de 2007

Havia numa aldeia um velho muito pobre que possuía um lindo cavalo branco.
Numa manhã ele descobriu que o cavalo não estava na cocheira.
Os amigos disseram ao velho:
- Mas que desgraça, seu cavalo foi roubado!
E o velho respondeu:
- Calma, não cheguem a tanto. Simplesmente digam que o cavalo não está mais na cocheira. O resto é julgamento de vocês.
As pessoas riram do velho. Quinze dias depois, de repente, o cavalo voltou. Ele havia fugido para a floresta. E não apenas isso; ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo.
Novamente as pessoas se reuniram e disseram:
- Velho, você tinha razão.. Não era mesmo uma desgraça, e sim uma benção.
E o velho disse:
- Vocês estão se precipitando de novo. Quem pode dizer se é uma benção ou não? Apenas digam que o cavalo está de volta...
O velho tinha um único filho que começou a treinar os cavalos selvagens. Apenas uma semana mais tarde, ele caiu de um dos cavalos e fraturou as pernas. As pessoas se reuniram e, mais uma vez, se puseram a julgar:
- E não é que você tinha razão, velho? Foi uma desgraça seu único filho perder o uso das duas pernas.
E o velho disse:
- Mas vocês estão obcecados por julgamentos, hein? Não se adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe ainda se isso é uma desgraça ou uma bênção...
Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra e todos os jovens da aldeia foram obrigados a se alistar, menos o filho do velho.E os que foram pra guerra, morreram ...
Quem é obcecado por julgar, cai sempre na armadilha de basear seu julgamento em pequenos fragmentos de informação, o que o levará a conclusões precipitadas. Nunca encerre uma questão de forma definitiva, pois quando um caminho termina, outro começa, quando uma porta se fecha outra se abre...

Auto desconhecido...

7 de mar. de 2007

Controlando o estresse!

Muito se fala em controlar o estresse, mas quem é capaz de controlar todas as situações que a vida coloca no caminho? Ninguém. Entretanto, o que você PODE e DEVE fazer é controlar a maneira como seu corpo responde aos desafios à sua frente. Para lidar em paz com os dias nervosos deste novo Século, eu costumo indicar o seguinte:
DURMA
Por mais contraditório que possa parecer, os cientistas já provaram que dormir ajuda a resolver problemas. Isso porque seu cérebro não pára e, durante o sono, ele se sente mais livre para procurar novas conexões neuronais - e em uma delas pode estar aquela solução que você tanto procurava! Nunca subestime o poder solucionador que uma rápida soneca é capaz de oferecer, mas não use isso como desculpa para dormir no serviço amanhã.
ALIMENTE-SE DIREITO
Depois daquela discussão, o menos recomendável é sair para um cafezinho: o café é um estimulante do sistema nervoso e irá aumentar seu nível de irritação, dando mais combustível para outra meia hora de bate-boca. O melhor para manter o equilíbrio é tomar bastante líquido o dia inteiro e seguir uma rotina alimentar baseada em frutas, vegetais, legumes e carnes brancas.
PRATIQUE EXERCÍCIOS REGULARMENTE
Pode parecer repetitivo, mas os problemas não são assim também? Está provado que os exercícios melhoram a saúde física e mental. Agora levante dessa cadeira e leia o restante desta crônica correndo em círculos pela sala.
TENHA HOBBIES
Um Hobby pode ser classificado como algo que relaxa e distrai, ao mesmo tempo em que estimula e organiza seu mundo interior. Desenhar, praticar jardinagem, tocar algum instrumento musical ou conversar com velhos amigos (e fazer outros novos) são bons exemplos.
MIME-SE
Você guardou tanto para aquele carro, porque não faz o mesmo esforço para presentear-se com uma viagem ou três dias em um SPA?
ESTIMULE SUA MENTE
Uma situação estressante não é uma ameaça, mas um desafio para o seu raciocínio. Considere seu cérebro como o músculo mais especializado do seu corpo. Não o deixe atrofiar por falta de estímulo!
CABEÇA ERGUIDA SEMPRE
Caiu? Levante. Errou? Peça desculpas e siga em frente. Olhe atentamente: o mundo está sob seus pés, não sobre seus ombros.
PROCESSE SUAS EMOÇÕES
Ao sentir uma emoção forte que poderá repercutir sobre você de modo negativo, guarde-a para si por alguns segundos, minutos, horas ou mesmo dias, até ser capaz de fazer uma análise mais racional do que ocorreu. Exteriorizar o que você está sentindo não é o mesmo que despejar um caminhão frustrações sobre o primeiro vivente que cruzar seu caminho.
E ACREDITE EM ALGO
Pessoas “espirituais” tendem a ser mais saudáveis que pessoas “não-espirituais”. A prece e a meditação são ferramentas úteis para aliviar o estresse, e nos dão uma consciência mais serena sobre quem somos, quais são os nossos limites e o que realmente tem importância nessa vida.
Autor do texto: Dr. Alessandro Loiola é médico, escritor, palestrante, autor de “Vida e Saúde da Criança” e “Crianças em forma: saúde na balança” (www.editoranatureza.com.br). Atualmente reside e clinica em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Pense sempre de forma positiva.

Toda a vez que um pensamento negativo vier à sua mente, troque-o por outro! Para isso, é preciso muita disciplina mental. Você não adquire isso da noite para o dia, assim como um atleta, treine muito.
2. Não tenha medo de nada e nem de ninguém.
O medo é uma das maiores causas de nossas perturbações interiores. Tenha fé em você mesmo. Sentir medo é acreditar que os outros são poderosos. Não dê poder ao próximo.
3. Não se queixe.
Quando você reclama, tal qual um imã, você atrai para si toda a carga negativa de suas próprias palavras. A maioria das coisas que acabam dando errado começa a se materializar quando nos lamentamos.
4. Risque a palavra "culpa" do seu dicionário.
Não se permita esta sensação, pois quando nos punimos, abrimos nossa retaguarda para espíritos opressores e agressores, que vibram com a nossa melancolia. Ignore-os.
5. Não deixe que interferências externas tumultuem o seu cotidiano.
Livre-se de fofocas, comentários maldosos e gente deprimida. Istoé contagioso. Seja prestativo com quem presta. Sintonize com gente positiva e alto astral.
6. Não se aborreça com facilidade e nem dê importância às pequenas coisas. Quando nos irritamos, envenenamos nosso corpo e nossa mente. Procure viver com serenidade e quando tiver vontade de explodir, conte até dez.
7. Viva o presente.
O ansioso vive no futuro. O rancoroso, no passado. Aproveite o aqui e o agora. Nada se repete, tudo passa. Faça o seu dia valer a pena. Não perca tempo com melindres e preocupações, pois só trazem doenças.

3 de mar. de 2007

Por que a calvície não começa pela nuca?

O dermatologista Hugo Cláudio Weiss esclarece que a queda de cabelo, problema que hoje atinge cerca de 40 milhões de homens no Brasil, começa no alto e nas laterais frontais da cabeça por duas razões. A primeira e mais importante é a determinação genética. Além disso, o fato de essas duas áreas possuírem uma menor irrigação sangüínea potencializa o problema.
"O padrão da calvície é determinado por um código genético alterado. É essa alteração que estipula que a queda de cabelo comece pelo centro da cabeça, no alto. O próximo passo é avançar pelas duas laterais da frente", explicou o médico. "O fato de a nuca ser uma das áreas com maior irrigação sangüínea reduz ainda mais as chances de o cabelo começar a cair nessa região", complementou Weiss.
A alopecia androgenética, nome científico da doença, aparece principalmente em homens que têm entre 24 e 26 anos. Cerca de 80% dos casos da doença surgem nessa faixa etária. "Os homens que sofrem desse problema possuem níveis maiores de enzimas chamadas 5-alpha-redutase, que causa a queda de cabelo", finalizou o dermatologista.


Redação Terra

28 de fev. de 2007

Deixe o desktop mais eficiente em apenas 12 passos

1) Ganhe espaço em discoUm grande consumidor de espaço em disco é a Restauração de Sistema do Windows, que costuma usar muitos megabytes para acomodar pontos de restauração que raramente são utilizados. Para diminuir isso, clique com o botão direito em Meu Computador, escolha Propriedades, abra a guia de Restauração do Sistema e arraste o controle deslizante para de 3% a 5%, suficientes para guardar dois pontos de restauração. Remover arquivos desnecessários também ajuda. Clique em Iniciar, Executar, digite cleanmgr /sageset:99 e tecle Enter. Marque os arquivos que deseja eliminar e clique em Ok.

2) Desfragmentar é precisoÉ recomendável desfragmentar o HD pelo menos uma vez por mês, pois discos muito fragmentados deixam o sistema lento. Para isso, selecione Iniciar, Todos os Programas, Acessórios, Ferramentas de Sistema, Desfragmentador de Disco. Lembre-se de que é preciso pelo menos 15% do espaço total do HD livre para o utilitário rodar.

3) Programas indesejáveisQuando você liga seu computador, muitos programas são carregados automaticamente, o que torna o processo e o funcionamento mais lento. O software gratuito Startup Control Panel lista todos os programas que iniciam automaticamente no seu computador. Depois de baixar e instalar o utilitário, clique em Iniciar/Painel de Controle/Startup e escolha uma das guias Startup. Desmarque a caixa ao lado de um programa indesejado para impedi-lo de abrir quando o Windows inicia. Reinicie sua máquina depois de usar o Startup Control Panel.

4) Capacidade extraQuando os fabricantes de processadores ajustam a velocidade desses componentes, procuram um ponto de equilíbrio entre segurança e desempenho. Mas é possível turbinar o processador por meio de overclocking e obter melhor desempenho.
Para isso, altera-se a freqüência ou o ajuste de voltagem no programa de setup do PC, ou ainda ajusta-se diretamente na placa-mãe. No entanto, é preciso descobrir até onde se pode ir. Quem faz isso com freqüência costuma realizar pequenos incrementos na velocidade de clock e retorna a um passo anterior assim que percebe alguma instabilidade ou pequenas falhas do sistema.
Fornecedores como Dell e HP costumam travar a velocidade das CPUs para evitar que aventureiros torrem os chips e depois procurem por suporte técnico. Saiba mais sobre aceleração do processador em www.pcworld.com.br/overclock.
5) Troque a CPUSe turbinar o processador não forneceu a melhoria esperada, a saída é mesmo trocar o chip. Visite o site do fabricante da placa-mãe para descobrir quais modelos são compatíveis e a velocidade máxima de CPU que ela suporta.
Adquira, então, o melhor processador que for compatível, mas fique atento ao fato de alguns chips novos serem bem mais caros que modelos já disponíveis, apenas por serem lançamentos. E a performance pode ser semelhante à de modelos mais baratos.

6) Faça uma faxina mesmoMicros que operam a uma temperatura maior do que a ideal costumam ter baixo desempenho. Como melhorar isso? Providencie uma boa limpeza das saídas de ar. Depois, abra o gabinete e, gentilmente, aspire a poeira acumulada, principalmente nas ventoinhas e dissipadores de calor. Redistribua os cabos internos pelas laterais do gabinete, mas longe das saídas de ar. E deixe o gabinete afastado alguns centímetros de paredes ou laterais de escrivaninhas.
7) Memória é essencialA Microsoft diz que o Windows XP roda com 64 MB de RAM, suficientes, digamos, para aplicações como o “complexo” Notepad. Programas mais pesados exigem 128 MB de memória, mas o sistema provavelmente irá afundar sem, ao menos, 256 MB. Micros com menos de dois anos de uso devem ter pelo menos 512 MB.
Rodar o Vista Premium adequadamente vai exigir o dobro dessa quantidade. Na hora de comprar memória nova, saiba que algumas revendas aceitam módulos antigos como parte do pagamento.

8)Faça expansões com SATAAumente a capacidade de armazenamento do micro com a nova geração de HDs (internos ou externos) Sata, que oferecem maior velocidade de transferência de dados. Mas saiba que pode ser necessário instalar uma interface de comunicação nesse padrão. Se o sistema não conta com essa facilidade, existem placas PCI que suportam até dois drives Sata. Algumas placas oferecem até conexões para rede GigabitEthernet.longe das saídas de ar. E deixe o gabinete afastado alguns centímetros de paredes ou laterais de escrivaninhas.

9) Backup externoDiscos rígidos externos são mais caros, mas são muito versáteis para fazer backup (confi ra nosso comparativo de HDs externos nesta edição). Com um deles conectado ao PC, é possível agendar o backup diário do sistema no Windows XP e, se for um dispositivo compartilhado na rede, receber o backup de todas as máquinas. Use-os para transferir arquivos grandes entre sistemasrapidamente.

10) Migre para um gravador de DVDsConsidere a troca da unidade de CDs (principalmente se ela apenas lê estes discos) por um gravador de DVDs. Modelos mais recentes (com preços a partir de 150 reais) trabalham com formatos DVD+R/RW e DVD-R/RW, suportam camada simples ou dupla, e podem armazenar até 8 GB de dados. Em vez de cópias de segurança em dezenas de CDs, você pode ter o mesmo conteúdo em um ou dois CDs.

11) Decida-se sobre o somSe você não adicionou um home theater de 5.1 canais ao sistema, é provável que o som que você ouve no micro venha de uma placa de som genérica ou ainda do chip de áudio integrado à placa-mãe e distribuído por de alto-falantes de qualidade duvidosa. Um upgrade interessante pode ser obtido com a adição de um amplificador de áudio de baixo custo à saída de áudio do micro.

12) Vá de BluetoothTelefones celulares e muitos dispositivos portáteis já vêm de fábrica com tecnologia Bluetooth instalada, muito útil para conectar fones e transferir dados, tudo sem fio. Mas desktops (e até alguns notebooks) carecem dessa facilidade.
Adaptadores USB, de baixo custo e do tamanho de um pen drive resolvem esse problema, e podem sair mais barato que adquirir um cabo de comunicação para transferir fotos do celular para o micro, por exemplo.
Confira mais dicas na reportagem de capa da edição 175 da revista PC WORLD, já nas bancas. São mais de 50 dicas de hardware que irão ajudar você a tirar melhor proveito de seus equipamentos.

Fonte: IDGNow

26 de fev. de 2007

Quer trabalhar em casa?

A política de home office está se tornando mais e mais comum no Brasil. Quem pode aderir e o que é necessário para que o trabalho remoto funcione? Desde 2001, o TI Master vem acompanhando o aumento no número de empresas e profissionais utilizando o teletrabalho (trabalho à distância). À medida que avança a tecnologia necessária para esse modelo, preconceitos vão sendo deixados de lado e o home office vai se tornando cada vez mais popular aqui no Brasil.“
Já é uma realidade, mas ainda não tem massa crítica. Vários executivos já trabalham com isso, mas a maioria dos profissionais ainda fica no escritório – diz o Diretor de Marketing da Polycom para América Latina e Caribe, Pierre Rodrigues.Para o Gerente Regional da Linksys (subdivisão da Cisco), Emerson Yoshimura, o maior obstáculo ao teletrabalho é mesmo cultural. “A barreira cultural é grande, tanto no mundo profissional quanto no familiar.
A tecnologia já permite fazer home office, mas há empresas que ficam satisfeitas se o funcionário passa 8 horas por dia no trabalho e não medem a produtividade. Falta o modelo executivo: trabalhar por produtividade é diferente de trabalhar por carga horária – explica.Na Symantec, onde 90% dos funcionários trabalham em notebooks, a política existe desde 2003 e é dividida em três diferentes categorias: o home office Casual, usado por funcionários que têm escritório nas dependências da empresa e ocasionalmente utilizam o escritório em casa; o home office Oficial, dos funcionários que trabalham sempre remotamente; e ainda o home office Executivo, para cargos de diretoria e presidência.“Com o advento da banda larga e o aumento do uso de notebooks, a maioria dos funcionários passou a ter essa possibilidade. Alguns tipos de tarefas são mais produtivas fora do ambiente de trabalho, sem telefones tocando e colegas parando na sua mesa – afirma o Gerente de Marketing da Symantec Brasil, Christopher Cook.
As vantagensYoshimura usa o home office há cerca de seis anos, desde que começou a trabalhar em empresas de tecnologia. Hoje, ele chega a passar até três dias por semana em seu escritório em casa. “A produtividade aumenta, em casa você está mais tranqüilo. Sem contar que em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, você pode perder 45 minutos no trânsito. A empresa nos incentiva a trabalhar em casa, especialmente quando acontece qualquer problema na cidade: chuvas, acidentes, um buraco no meio da cidade... – diz, rindo.
A Cisco utiliza a política de home office desde o ano 2000. A possibilidade de trabalhar remotamente está aberta para todos os funcionários e boa parte deles adota o método. Alguns trabalham à distância 100% do tempo.“A gente tem, por exemplo, atendentes de call center remotos que trabalham com telefonia IP. Alguns de nossos colaboradores são deficientes físicos, teriam problemas para chegar ao local de trabalho; com o home office fica bom para eles e para nós, porque esses profissionais são muito produtivos – lembra o Gerente de Desenvolvimento de Negócios em Segurança da Cisco, Maurício Gaudêncio.
Outro ponto de destaque para Maurício é a economia em espaço. Como os funcionários não estão todos ao mesmo tempo nas dependências da empresa, os custos com aluguel, limpeza e manutenção são drasticamente diminuídos. “A Cisco fica num prédio bastante caro. Se todos os colaboradores trabalhassem aqui, teríamos que ocupar três ou quatro andares, mas hoje ocupamos só dois. Os gastos com aluguel poderiam ser o dobro se não tivéssemos a política de home office – afirma.Na multinacional Polycom, 25% dos empregados usam o esquema de home office.
Só na América Latina, a porcentagem sobe para metade do quadro de funcionários. Pudera: para a companhia, especializada em serviços de teleconferência, o trabalho a distância é também um nicho de mercado. “No nosso caso o home office é mais sofisticado, porque é nosso produto. Mas as empresas precisam levar esse trabalho a sério – justifica Pierre Rodrigues. Ainda segundo ele, os colaboradores que trabalham em casa têm rendimento comprovadamente maior do que no escritório da companhia.
As desvantagens Alguns adeptos do teletrabalho acham até difícil encontrar pontos negativos nesse modelo de trabalho. Mas, como tudo na vida, ele também não é perfeito. Numa pesquisa recente da Korn/Ferry International, mais de 60% entre 1.320 executivos globais disseram acreditar que funcionários remotos têm mais dificuldade em avançar em suas carreiras, se comparados aos seus colegas que trabalham nas dependências da empresa. Segundo os executivos, o relacionamento presencial faz diferença na hora de uma promoção. Apesar disso, 48% dos entrevistados pensariam em aceitar um emprego que exigisse a prática regular de home office e 78% afirmaram que os telefuncionários tinham produtividade igual ou superior à daqueles que trabalham em escritório.
Outra preocupação está relacionada ao desempenho de equipes. Se a política de teletrabalho é implantada sem o planejamento adequado, colaboradores que originalmente trabalhavam em grupo podem se tornar verdadeiros estranhos um para o outro, atrapalhando o desempenho geral. Quando não está previsto que o colaborador trabalhe em regime de home office o tempo todo, o seu gerente deve zelar pelo equilíbrio da participação no escritório, aconselhando-o a ir mais vezes à empresa.Além disso, o trabalho remoto não é a solução ideal para todo mundo, mesmo quando a companhia oferece a opção para todos os seus colaboradores.
Algumas funções são incompatíveis com esse modelo, simplesmente porque exigem a presença do profissonal onde estiverem as máquinas ou os setores administrativos da empresa.“Acho que as únicas coisas que não podem funcionar como home office são as mais operacionais, quando você tem que trabalhar fisicamente com as máquinas. Mas muita coisa de criação pode ser feita de forma remota. Na parte de desenvolvimento de software, por exemplo, muitas vezes você fica o dia inteiro sentado na sua baia e não fala com ninguém da empresa – diz Pierre Rodrigues.
Cuidado com os excessos Em relação aos profissionais, é preciso chamar a atenção para o quesito disciplina. E não só em relação ao trabalho. A impressão errada que muita gente tem é de que o profissional trabalhando em home office é mais “folgado” do que aquele que trabalha na empresa, mas segundo Emerson Yoshimura o que geralmente acontece é o contrário: trabalhar demais.“Você tem que se controlar para não virar um workaholic.
Fazendo home office você tem mais chance de virar a madrugada trabalhando, comendo mal, dormindo mal... não tem o gerente para orientar, os colegas para chamarem para um intervalinho. Isso pode agredir a sua vida pessoal – explica.Pierre concorda. “No escritório, você ‘desconecta’ do trabalho ao sair às seis da tarde. Eu ás vezes me pego passando pela porta do meu escritório em casa às 11 da noite, parando pra conferir alguns e-mails e só saindo de lá meia-noite e meia. A disciplina serve para os dois lados – avisa.O que é preciso para funcionar?Disciplina é fundamental, mas não basta. Para o trabalho remoto render ao máximo, existem alguns pré-requisitos (tecnológicos ou não) a serem cumpridos pela empresa e pelo profissional. Christopher Cook enumera cinco fatores. “A gente se preocupa mais com as seguintes áreas: suporte, hardware, segurança, telecomunicações e conectividade. Nós temos um IT Helpdesk específico para os funcionários em teletrabalho; usamos VPN (Virtual Private Network); os notebooks têm, alés dos pacotes de trabalho comuns, os pacotes de segurança da própria Symantec, independente de serem levados para casa ou não. E nós também fornecemos uma boa estrutura de telecomunicações e internet, porque o usuário não vai conseguir trabalhar sem banda larga – explica.
Na Cisco, além de todos os profissionais trabalharem em laptops, a empresa reembolsa o aluguel de serviços de banda larga e fornece telefonia IP. A maioria dos profissionais utiliza também roteadores e tecnologia wireless. O VPN é unanimidade para garantir uma conexão segura com os servidores. Também é interessante contar com ferramentas de comunicação de grupo, como videoconferência, para que os funcionários não estejam ligados apenas aos bancos de dados, mas ao restante da equipe.Somado a isso tudo, vem, é claro, a criação de um hábito de trabalho.
A tarefa envolve o profissional e toda a família, que vai ter que se acostumar a vê-lo o dia todo em casa. “Quando eu ainda morava com meus pais e já trabalhava em home office, minha mãe me deu o apelido ‘Jaque’, porque toda hora ela vinha me pedir alguma coisa dizendo ‘já que você está em casa’... eu tinha que explicar que estava trabalhando. Não dá para fazer home office e brincar com os filhos ao mesmo tempo. Você tem que deixar claro que está trabalhando – lembra Yoshimura.
Fonte: TI Master

23 de fev. de 2007

Como equilibrar vida pessoal e carreira!

Esta questão tem sido muito discutida nos últimos anos e não apenas no Brasil. Após mudanças significativas ocorridas no cenário mundial desde a década de 80, seja nas questões sociais, política, econômica, nas telecomunicações, essas mudanças atingiram o mercado de trabalho.
Na década de 90 ouvimos falar com freqüência do “workaholic”, ou o viciado em trabalho. Pessoas com compulsão pelo trabalho, sempre existiram, entretanto, houve nesse período um incremento estimulado pelo aumento da competitividade, pelo desejo da manutenção do emprego, pela necessidade de aumentar os ganhos financeiros, para demonstrar emprenho e comprometimento, e escamotear problemas e dificuldades pessoais entre outros. Afinal de contas, uma pessoa com esse perfil dificilmente consegue desenvolver algum outro interesse que não seja o trabalho e essa atitude acaba por colocar em risco relações familiares e sociais (pais, esposa, namorada, filhos, amigos).
Com o passar do tempo, esse comportamento começou a ser mal visto inclusive pelos próprios empregadores, pois o rendimento dessas pessoas tende a diminuir. No início, pode-se obter um resultado excelente, mas não é duradouro trazendo, em médio prazo, mais prejuízo do que ganhos á essas pessoas e aos seus pares. Dentre os malefícios, podemos citar, o stress, mau humor, pressão alta e até depressão, redução dos seus vínculos sociais, falta de interesse por qualquer outro assunto que não seja trabalho, redução de atividades físicas, conseqüentemente, se afastando e sendo excluído de outros contatos que não sejam os profissionais, reduzindo sensivelmente sua qualidade de vida.
Em função disso, no final da década de 90, iniciou-se um movimento global pela busca da qualidade de vida, envolvendo não apenas as questões relacionadas à saúde e segurança no trabalho, mas também à motivação, satisfação, maior participação do trabalhador nos processos de gestão da empresa, visando humanizar mais o ambiente profissional Atualmente, e principalmente em empresas com uma visão mais abrangente do significado das pessoas para o resultado da organização, os trabalhadores são vistos como sujeitos, estando sua realização calcada no desenvolvimento e aprofundamento de suas potencialidades.
Entretanto, mais do que deixar a cargo da empresa o gerenciamento das condições e melhorias no trabalho, a pessoa, precisa não apenas embarcar em mais uma tendência, mas acima de tudo começar a se dar conta sobre quais são os elementos e fatores que possam, de fato, propiciar melhor qualidade de vida. É preciso, antes de tudo, tomar consciência do que significa qualidade de vida para cada um, pois podemos encontrar definições na OMS - Organização Mundial da Saúde, no (PIACT) Programa Internacional para o Melhoramento das Condições e dos Ambientes de Trabalho , na (OIT)- Organização Internacional do Trabalho, mas o que representa melhor qualidade de vida para você?
Algumas empresas fazem compras de supermercado para seus colaboradores, transportam seus filhos para a escola, disponibilizam academias de ginástica no local de trabalho, permitindo, ou melhor, facilitando com que eles permaneçam mais tempo no trabalho e alegam estarem melhorando a qualidade de vida de seus funcionários.
Será mesmo?
Somente um trabalho de autoconhecimento pode trazer a consciência o que cada pessoa entende sobre o que é Melhor Qualidade de Vida. Na minha opinião é ter mais tempo livre fora do trabalho para fazer o que se deseja. Num artigo da Harvard Business Review, tratando sobre equilíbrio entre trabalho e vida pessoal há uma proposta bastante interessante em que os autores propõem que os gerentes não considerem mais vida a pessoal como concorrente da vida profissional, mas que sejam complementares. Um novo modelo de gestão possibilitaria melhor aproveitamento das potencialidades dos seus colaboradores, trazendo para dentro da empresa competências que ele possua e pelo que se interessa fora do trabalho.
Segundo os autores, há algumas condições necessárias para que o líder consiga obter o máximo dos seus colaboradores, criando um círculo virtuoso, pois eles se sentirão mais comprometidos com a organização, com a confiança, com a lealdade e a energia que investem no trabalho redobrada, são elas:
Informar claramente a seus empregados sobre as prioridades dos negócios e encorajá-los a serem igualmente claros sobre suas prioridades pessoais. Reconhecer e dar suporte a seus empregados não apenas tomando conhecimento como também celebrando seus papéis fora do escritório. Experimentar continuamente a forma como o trabalho é realizado buscando abordagens que favoreçam o desempenho da organização e permitam que os empregados persigam suas metas pessoais. A gestão, de pessoas deu um salto qualitativo muito grande nos últimos anos, mas ainda, talvez por esbarrar em questões de ordem prática, como a legislação, e outras que eu precisaria me debruçar mais para descrever com mais propriedade, ainda não conseguiu perceber que as pessoas são diferentes, que possuem motivações diferentes, valores diferentes e que necessitam de tratamento diferenciado para sentirem-se valorizadas, reconhecidas, estimuladas, desafiadas e que, portanto entendem por qualidade de vida estímulos diferentes.
Desta maneira, para gerenciar a carreira sem perder de vista a chamada “qualidade de vida” são necessárias algumas medidas:
1. Tomar consciência sobre quais são os fatores e condições que você entende como melhoria para sua vida, para isso um processo de autoconhecimento é bastante útil, sendo possível realizá-lo através do trabalho com um Orientador de Carreira ou um processo psicoterapêutico.
2. Equilibrar, da melhor maneira possível, as várias esferas da sua vida G profissional, pessoal, social e familiar.
3. Administrar seus compromissos e obrigações de maneira que consiga ter tempo livre fora do trabalho, que não seja para investir em atividades que estejam relacionadas ao trabalho (academia, caminhada, aulas de dança, artesanato, ler um livro, enfim encontrar tempo para fazer alguma atividade prazerosa).
4. Dentro da sua empresa, buscar aplicar as competências em que mais se destaca naturalmente, tornando o seu trabalho mais interessante, satisfatório e produtivo.

* Adriana Gomes: Mestre em Psicologia, pós-graduada em Psicologia Clínica, psicóloga de formação. Ex-Vice presidente do Grupo Catho, empresa onde atuou por 10 anos como Headhunter e em Outplacement. Atualmente é professora do pós-graduação da ESPM na cadeira de Fator Humano e no Instituto Pieron de Psicologia aplicada, realiza palestras em empresas e escolas sobre Orientação Profissional e de Carreira, atende em consultório particular realizando Coaching, Orientação Vocacional, Orientação De Carreira E Psicoterapia.
Responsável pelo site www.vidaecarreira.com.br